Eu nem me lembro como estava o clima naquela noite, informação que se torna irrelevante, uma vez que naquele momento iria nascer uma bela e duradoura amizade. Lembro que Marx entrou numa das salas de bate papo do UOL e perguntou se ali tinha alguém da UEFS, e Sofia, já entediada – mas muito empolgada com a novidade de ter Internet em casa – respondeu que sim. Na sala real apenas a companhia de uma xícara de café e um filme cavernoso com o ator principal da série Profissão: Perigo.
Éramos eu e Elsimar Pondé. Falamos sobre diversas coisas e reconhecemos muitos pontos em comum, inclusive o gosto pelo Jornalismo, mesmo time de futebol entre outros tantos... As teclas daquele jurássico computador funcionaram por uma madrugada inteira, o papo virtual deu um pulo para um telefonema naquela mesma madrugada, me lembro que desligamos quando o dia já prometia nascer. Tenho claro na lembrança como eu fiquei encantada com a voz macia daquele que se identificava como um dos fundadores da Sociologia. Marcamos um encontro na biblioteca da Uefs dias depois daquela madrugada do dia 28/11/98, ele disse que estaria com a camisa do São Paulo e eu disse que estaria com as unhas pintadas de azul (até parece!).
E foi um feliz encontro. Sabe quando você reconhece um terreno fértil para depositar suas melhores sementes? Pois é... Foi assim naquele dia. Tornamos-nos confidentes, e as ligações varavam as nossas madrugadas, e a cada contato revelávamos detalhes que seriam indispensáveis para solidificar nossa amizade. Ele já estava terminando o curso de História, eu estava apenas começando o curso de Letras e nossas vidas nunca mais deixaram de se encontrar, independente da nossa vontade. Parece que estávamos mesmo um no destino do outro.
E se passaram os anos, a avalanche do cotidiano foi soterrando o nosso contato freqüente, mas sabe que eu nem me machuco com isto? Este é o tipo de amor que resiste ao estio, que não depende de duradouras visitas ou repetidos contatos para se saber vivo e intenso. E já se passaram quase 10 anos... Mas está intacto como da primeira vez. Forte como a minha voz, macio como a voz dele. A gente se ama, a gente sabe disto e ponto.
9.10.08
Marx e Sofia, uma história de amizade...
7.10.08
A-mi-za-de
Em menos de 24 horas vi duas coisas que me fizeram pensar bastante sobre a tal amizade. Eu sempre me julguei uma boa amiga (mas não sou, é duro ter coragem para aceitar isto) e tenho repensado bastante sobre isto.
A primeira foi ontem enquanto eu tentava espantar o sono assistindo a trechos do filme Náufrago. Teve uma hora em que Tom Hanks já estava muito doido depois de ter passado mais de 04 anos sozinho perdido em uma ilha, não sei porque mais o rosto do amigo representado por uma bola de vôlei com o rosto desenhado com sangue se apagou. E Hanks se viu tão desesperado que se cortou para poder reconstituir a figura do amigo, me veio então o insight, quantas vezes a gente tira sangue por vontade própria para conservar uma pessoa querida ao nosso lado?
Em seguida, já no meio do plano de fuga, o amigo cai da jangada e ele fica louco, se joga no mar para resgatar a "vítima" correndo o risco de perder a jangada e ele mesmo acabar morrendo afogado ou atacado por predadores. Segundo insight, por quantas vezes a gente abre mão de tudo (inclusive do nosso porto seguro) para ajudar o tal amigo querido?
Por fim eu achei, não lembro onde, o seguinte texto bíblico: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (João, 14:13).
Este é sem comentários...
Estas reflexões me fizeram sofrer...
30.9.08
Pernas para que vos quero?
Para jogá-las para o ar.
A ocupação do CAHL implica na minha desocupação. Férias "forçadas" e remuneradas por tempo indeterminado, podendo acabar amanhã, ou daqui a um mês.
Eita!
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