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14.7.11

Requiescat in Pace

há algum tempo resolvi sair de algumas redes sociais, uma delas foi o twitter, mas continuei acompanhando as postagens dos pais de uma menina de manaus que teve um câncer bastante agressivo. desde que conheci a história dela, passei a acompanhar a evolução do tratamento. e no fim de semana passado ela morreu. fiquei chocada, fiquei triste, fiquei imóvel.
segunda-feira, logo cedo, uma amiga me liga pra avisar que uma prima queridíssima morrera de infarto nos braços da vizinha. nem teve chance de socorro. eu nem tinha "esquecido" a morte de ana luíza, me veio a morte de avany. hoje, depois de um bom tempo, resolvi assistir ao jornal local e vi uma mulher morrer "de graça", por nada. apenas por estar na hora errada no lugar errado. fiquei assombrada!
depois de Lena comecei a temer a morte, meu receio é deixá-la tão pequena, tão inofensiva (embora eu ache que mainha, liliam, lília e amaury cuidariam dela muitíssimo bem, mas mãe é mãe!), comecei a ter certos cuidados que antes não tinha e cada vez mais constato que não adianta fazer muita coisa para evitá-la. o câncer chega em uma menina de 07 anos e a mata. o infarto não dá chance a uma mulher de 53 anos que tinha um bom coração. a bala perdida mata a mulher de 35 anos que caminha na rua. só nos resta recorrer à misericórdia de DEUS, pq se for depender da gente, o pânico agarra nos pés dos mais fracos.