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30.6.09

Viciada nesta p*

Essa música é um tesão!
Esse Chico é um tesão!
Os dois dão muito tesão!



(Sugiro também as versões com Bebel Gilberto e Oswaldo Montenegro, até na minha voz essa música é boa, rsrs)

29.6.09

Conservar o medo?

Melhor não arriscar? Sijoga!

28.6.09

Confessionário

Eu deveria escrever um monte de coisas legais aqui no blog já que eu tive excelentes experiências nestes últimos dias. Mas quer saber? Eu vou me reservar ao direito de sentir saudades, e isso já é muito para uma pessoa que tem por vício sentir saudades das histórias dos outros.

18.6.09

roubei do Belos

pq concordo e não posso deixar de compartilhar...

"... morre-se de a não ter dito, morre-se de o não ter feito, é disso que se morre, não de doença"
(Fernando Pessoa/Ricardo Reis)

e eu também acho que as ausências que buscamos provocam doenças incuráveis na nossa alma. e quando ela é afetada todo o resto perece.

16.6.09

Festejando!

Mas na vida tem as coisas lindas, hoje faz três anos que eu sei da existência da minha filha. Presente de DEUS, o Fiat Lux da minha vida.

"Mas as coisas findas.
muito mais que lindas,
essas ficarão"
(Drummond)

"E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
Porque você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas"
(Nando Reis)

Presente da querida Zohra

Aproveite bem o seu dia
Por Adriano Silva | 04/06/2009 – Revista Exame

Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.

Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada, o tesão que você sente pela ascensorista com ar triste. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje.

14.6.09

De óculos?

Mamãe, me dá 'meu óclus'. (eu aguento???)

11.6.09

Alta fidelidade

Num fim de semana spunk punk violento, com overdose de birinight (uma delícia!), filmes que doem, muita chuva e ranger de dentes, assisti ao filme Alta Fidelidade (Stephen Frears). Não preciso dizer que amei, mas eu preciso dizer que peguei uma mania desgramada de fazer o "Top 5" de tudo. Só peguei a mania... Eu nunca fico no 'five", sempre pula pra o "ten", ou até mais... acho que faria injustiça. Aí ontem quando estive com os meu queridos amigos da época do terceiro ano (isso já vai muito tempo...) eu tive certeza que meus amores não podem entrar numa lista, os de antes continuam, e chegam os novos. Seria um trabalho pesado pra uma pessoa que tem o incrível talento para amar (com altíssima fidelidade).

8.6.09

Você não gosta de mim, mas sua filha gosta!

Quando se consegue tapear quem pensa que nunca será tapeado, quem se acha ixpearrrrto demais.

JULINHO
DA ADELAIDE
Julinho da Adelaide nasceu quando Chico Buarque passou a ser muito conhecido entre os censores do regime militar, na década de 70. Suas músicas eram proibidas somente porque levavam sua assinatura. A saída para burlar a censura foi a criação de um heterônimo. E deu certo. Acorda amor, Jorge maravilha e Milagre brasileiro passaram pela censura sem maiores problemas. Julinho chegou até a dar uma entrevista para o jornal Última Hora sobre sua carreira em ascensão. O jornalista e escritor Mário Prata, que o entrevistou em 1974, relembra esse episódio no artigo abaixo. A entrevista publicada contém apenas parte do que você pode ler na transcrição integral da fita que a originou.

Julinho de Adelaide, 24 anos depois
Depoimento de Mário Prata

Eu me lembro até da cara do Samuel Wainer quando eu disse que estava pensando em entrevistar o Julinho da Adelaide para o jornal dele. Ia ser um furo. Julinho da Adelaide, até então, não havia dado nenhuma entrevista. Poucas pessoas tinham acesso a ele. Nenhuma foto. Pouco se sabia de Adelaide. Setembro de 74. A coisa tava preta.
- Ele topa?
- Quem, o Julinho?
- Não, o Chico.
O Chico já havia topado e marcado para aquela noite na casa dos pais dele, na rua Buri. Demorou muitos uísques e alguns tapas para começar. Quando eu achava que estava tudo pronto o Chico disse que ia dar uma deitadinha. Subiu. Voltou uma hora depois.
Lá em cima, na cama de solteiro que tinha sido dele, criou o que restava do personagem.
Quando desceu, não era mais o Chico. Era o Julinho. A mãe dele não era mais a dona Maria Amélia que balançava o gelo no copo de uísque. Adelaide era mais de balançar os quadris.
Julinho, ao contrário do Chico, não era tímido. Mas, como o criador, a criatura também bebia e fumava. Falava pelos cotovelos. Era metido a entender de tudo. Falou até de meningite nessa sua única entrevista a um jornalista brasileiro. Sim, diz a lenda que Julinho, depois, já no ostracismo, teria dado um depoimento ao brasilianista de Berkely, Matthew Shirts. Mas nunca ninguém teve acesso a esse material. Há também boatos que a Rádio Club de Uchôa, interior de São Paulo, teria uma gravação inédita. Adelaide, pouco antes de morrer, ainda criando palavras cruzadas para o Jornal do Brasil, afirmava que o único depoimento gravado do filho havia sido este, em setembro de 1974, na rua Buri, para o jornal Última Hora.
Como sempre, a casa estava cheia. De livros, de idéias, de amigos. Além do professor Sérgio Buarque de Hollanda e dona Maria Amélia, me lembro da Cristina (irmã do Julinho, digo, Chico) e do Homerinho, da Miucha e do capitão Melchiades, então no Jornal da Tarde. Tinha mais irmãos (do Chico). Tenho quase certeza que o Álvaro e o Sergito (meu companheiro de faculdade de Economia) também estavam.
Quem já ouviu a fita percebeu que o nível etílico foi subindo pergunta a resposta. O pai Sérgio, compenetrado e cordial, andava em volta da mesa folheando uma enorme enciclopédia. De repente, ele a coloca na minha frente, aberta. Era em alemão e tinha a foto de uma negra. Para não interromper a gravação, foi lacônico, apontando com o dedo:
- Adelaide.
Essa foto, de uma desconhecida africana, depois de alguns dias, estaria estampada na Última Hora com a legenda: arquivo SBH. Julinho não se deixaria fotografar. Tinha uma enorme e deselegante cicatriz muito mal explicada no rosto.
Naquelas duas horas e pouco que durou a entrevista e o porre, Chico inventava, a cada pergunta, na hora, facetas, passado e presente do Julinho. As informações jorravam. Foi ali que surgiu o irmão dele, o Leonel (nome do meu irmão), foi ali que descobrimos que a Adelaide tinha dado até para o Niemeyer, foi ali que descobrimos que o Julinho estava puto com o Chico:
- O Chico Buarque quer aparecer às minhas custas.
Para mim, o que ficou, depois de quase 25 anos, foi o privilégio de ver o Chico em um total e super empolgado momento de criação. Até então, o Julinho era apenas um pseudônimo pra driblar a censura. Ali, naquela sala, criou vida. Baixou o santo mesmo. Não tínhamos nem trinta anos, a idade confessa, na época, do Julinho.
Hoje, se vivo fosse, Julinho teria 55 anos. Infelizmente morreu. Vítima da ditadura que o criou.
Há quem diga porém que, como James Dean e Marilyn Monroe, Julinho estaria vivo, morando em Batatais, e teria sido ele o autor do último sucesso do Chico, A foto da capa. Sei não, o estilo é mesmo o do Julinho. O conteúdo então, nem se fala.
(http://www.chicobuarque.com.br/sanatorio/julinho.htm)

7.6.09

Lindo!



(Surrupiado do Belos e Malvados)

4.6.09

só, e somente só, pra quem tem coragem.

"Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor..."

(Vanessa da Mata - Não me deixe só)

2.6.09

E apenas a lembrança já valia a saudade.

Ele tinha olhos de água-viva. Olhos que dançavam pelos olhares alheios. Uma contradição ao seu corpo duro. Corpo que impunha respeito só em passar, mesmo que as pessoas só o vissem de soslaio.

Não era o gingado.

Não se tratava de um corpo dito perfeito.

A imponência vinha da postura, não era qualquer coisa que se apalpasse, era qualquer coisa que invadia, se instalava, como um acordo tácito. Tamanha era a majestade deste corpo que, mesmo com a dureza gritante, atraía outros corpos; estes corpos sabiam que não seriam mais os mesmos e morreriam de saudade do contato áspero e indiferente. Ninguém entendia o motivo desta contradição.

Até ver os próprios olhos dançando junto com os olhos de água-viva.

Só até este momento.

E apenas a lembrança já valia a saudade.

1.6.09

Hoje é dia de festa!

Lucila, se tem uma coisa que eu aprendi que é necessário - e estou tentando botar em prática - é o ensinamento de Jesus "amar ao próximo como a ti mesmo". Minha Lulis, eu te amo como amo a mim mesma, e olha que eu me amo MUITO! Anne, parabéns pra você também e obrigada!

Para Lulis, nada?
TUDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! (Inclusive o mundo!)