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17.6.10

querido diário,

(A Persistência da Memória, Salvador Dalí - um mimo pra a minha angústia)

eu nunca quis crescer. nunca quis ser gente grande. nem pintava a boca e as unhas quando já deveria, talvez um desejo inconsciente de retardar o "amadurecimento". eu nunca quis deixar de ser filha. aí eu cresci. virei uma pessoa responsável. sou mãe. querido diário, algumas vezes a vida deveria ser como a gente quer, neam?