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9.7.10

é pra ouvir ou ler ajoelhada

Na boa? Escrever não é pra quem quer. É pra quem sabe. Olha que fina flor... É ainda mais bonito cantado.


Eu queria ser um tipo de compositor capaz de cantar nosso amor modesto. Um tipo de amor que é de mendigar cafuné, que é pobre e às vezes nem é honesto. Pechincha de amor, mas que eu faço tanta questão que se tiver precisão, eu furto. Vem cá, meu amor, aguenta o teu cantador me esquenta porque o cobertor é curto. Mas levo esse amor com o zelo de quem leva o andor, eu velo pelo meu amor que sonha. Que, enfim, nosso amor também pode ter seu valor também é um tipo de flor que nem outro tipo de flor, dum tipo que tem que não deve nada a ninguém, que dá mais que Maria-Sem-Vergonha.

Eu queria ser um tipo de compositor capaz de cantar nosso amor barato. Um tipo de amor que é esfarrapar e cerzir que é de comer e cuspir no prato. Mas levo esse amor com o zelo de quem leva o andor eu velo pelo meu amor que sonha. Que, enfim, nosso amor, também pode ter seu valor, também é um tipo de flor que nem outro tipo de flor, dum tipo que tem que não deve nada a ninguém.

Amor Barato - Francis Hime

papai no céu

hoje o homem mais muito doido, mais muito massa, mais plural e singular, mais idiossincrático que conheci faria 70 anos se estivesse vivo: meu pai.

painho
era um barato. barato total!

é difícil lembrar da figura dele sem sentir vontade de chorar. a gente tinha uma ligação forte e bonita. mas não era sempre céu de brigadeiro... nem se enganem. enfim, enfim. palmas pra seu zeca. o homem que me ajudou a ser gente (em genética, em pensamento e em fúria).