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9.7.10

é pra ouvir ou ler ajoelhada

Na boa? Escrever não é pra quem quer. É pra quem sabe. Olha que fina flor... É ainda mais bonito cantado.


Eu queria ser um tipo de compositor capaz de cantar nosso amor modesto. Um tipo de amor que é de mendigar cafuné, que é pobre e às vezes nem é honesto. Pechincha de amor, mas que eu faço tanta questão que se tiver precisão, eu furto. Vem cá, meu amor, aguenta o teu cantador me esquenta porque o cobertor é curto. Mas levo esse amor com o zelo de quem leva o andor, eu velo pelo meu amor que sonha. Que, enfim, nosso amor também pode ter seu valor também é um tipo de flor que nem outro tipo de flor, dum tipo que tem que não deve nada a ninguém, que dá mais que Maria-Sem-Vergonha.

Eu queria ser um tipo de compositor capaz de cantar nosso amor barato. Um tipo de amor que é esfarrapar e cerzir que é de comer e cuspir no prato. Mas levo esse amor com o zelo de quem leva o andor eu velo pelo meu amor que sonha. Que, enfim, nosso amor, também pode ter seu valor, também é um tipo de flor que nem outro tipo de flor, dum tipo que tem que não deve nada a ninguém.

Amor Barato - Francis Hime

4 comentários:

Liliam Sampaio disse...

e q escrita bunita de se ler. ouvir então...

putzgrila

Lélia Maria disse...

Para Liliam: É lindo. Uma das minhas músicas favoritas. Beijos

Belos e Malvados disse...

O Francis Hime além de elegante e charmoso sempre teve talento de sobra. ( E quem não quer um amor que não deva nada a ninguém?)

Lélia Maria disse...

Para Anne: E não é, Anne? SE não for tudo, isso é muito. Por falar em amor, tenho novidades... te falo pelo e-mail...