Páginas

10.7.08

Para Anne

(Ana C. quando entre os dentes se sentia sorriso...)


olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue nas gengivas

9.7.08

Poesia...

... para um mundo mais bonito. Ou pelo menos para ver o mundo mais bonito.
Com vocês: Mário Quintana!

Isso é que eu chamo de pílula, remédio bom para todos os males.
Poema curto, para todas as compreensões.

DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

POEMINHA DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

(Entendam bem: eu P A S S A R I N H O!)

2.7.08

Nesta data querida



Anne, que a sua vida tenha a leveza destes balões, e que os dias difíceis terminem em festa, pq festa todo dia também enjoa.

Para Anne TUDO!!!!!!!!!!!!!

Parabéns, meu BEM.

1.7.08

Pq eu sou feliz?

Por causa dela:
Depois da chegada deste presente, eu não sei mais o que é tempo ruim. Claro que momentos "de baixa" existem, mas eles rarearam significativamente. Pode chover ou fazer sol, mas meu dia sempre começa com cheiro de bebê e uma esperança incrível de que tudo vai dar certo, para sempre...
É por causa dela que o sorriso encontrou meu rosto e fez dele o seu lar.
Helena é a prova viva de que tudo dá certo, até quando a gente pensa o contrário.
Eu te amo, minha filha.

26.6.08

Eu conheci o medo.


Tarde de 25 de junho o medo arrombou a porta ao som de estilhaços de vidro, tentou arrombar outra porta ao som de quem está perto armado com pedra e fúria.
O medo me chegou com cegueira e boca seca e a única coisa que eu soube fazer foi subir, poderia correr para os lados, mas resolvi chegar mais perto do céu. Não foi necessário cair, mas não pestanejaria se fosse o caso.
O medo me fez ver que eu sou covarde e egoísta, enqunato alguns seguravam os ataques de pedras e fúria, eu só sabia correr e obedecer à primeira alma generosa que falou: "Suba, saia daqui!"
Passado o susto, só peço ao meu cérebro que esta experiência seja apagada e que não volte jamais. Nem em lembrança, nem em realidade, muito menos em sonho.