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30.9.10

engraçado...

toda noite de quarta-feira eu passo duas horas em uma sala do segundo andar da igreja que congrego. faço um curso de restauração da alma (esse papo de cura interior não cola, neam?). já tinha três semanas que eu não ia (cansaço mesmo) e ontem eu estava amarelando... até uma dor de barriga repentina eu tive. mas fui assim mesmo (não, não me borrei no meio da rua, acho que era psicológica). chegando lá vi novas caras (duas turmas se fundiram por determinado período), a articuladora (adoro estes novos nomes para o mesmo significado) era outra e a lição também era nova (passei três semanas fora, tudo muda...). assunto de ontem: auto-imagem. bateu direitinho com o que eu venho sempre falando aqui (para quem não lembra, sou complexada). mas passou um filme na minha mente. juntou coisa do milênio passado (gentem, eu vim de lá, mas não sou velha!) com coisas da semana passada. e eu lembrando muito de uma coisa que eu já estava com vontade de contar pra vcs: descobri (ou assumi?) que "eu tenho uma imagem distorcida de mim". tá, Léa, mas quem não tem? "a minha imagem é distorcida para o mal". tá, Léa, mas vc é complexada, qual é a novidade? faz sentido, mas é tão difícil administrar isso. este curso tem como pano de fundo uma terapia em grupo. e adivinha quem soltou o verbo ontem? ainda estou digerindo o que li, ouvi, falei, pensei...

e teve uma pérola.
em uma parte da lição tinha uma informação mais ou menos assim: o homem se acha bem sucedido (ou realizado) quando trabalha e se setisfaz no trabalho. as mulheres são bem sucedidas (ou realizada) nos relacionamentos. conclui que sou um homem bem sucedido. seria legal se na prática eu não fosse mulher.

mas passa, viu? terapia presta mesmo é pra sacudir aquele lodinho assentado no fundo da nossa alma.

2 comentários:

Belos e Malvados disse...

Terapia é mesmo muito bom. Lembro que quando fazia análise, as descobertas vinham não era nem na hora em que conversava com o psicólogo. Mas no caminho de volta prá casa, quando ficava remoendo o que tinha dito.

Lélia Maria disse...

Para Anne: é por aí mesmo... eu penso quando deito, penso no dia seguinte e vou ruminando.