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4.11.09

simplificando

há algum tempo eu li no livro "simplifique sua vida" uma dica interessante. o autor sugeriu que as reformas em uma casa deveriam ser feitas aos poucos, um cômodo de cada vez para que a gente pudesse avaliar o que realmente valia a pena ser guardado quando estivesse tirando as tranqueiras dos nichos. a da minha casa vai ser assim. não por causa do livro, mas o conselho vai acabar valendo. começamos pelo banheiro (nem acredito! parece um sonho!), hoje eu retirei cada objeto dos armários (ou o que se imagina que seja um armário) e fui vendo como eu guardo porcaria: pote vazio, pote com restinho de produtos vencidos, coisas que eu nunca mais vou usar. percebi como eu junto cacareco. semana que vem é o meu quarto, tem um armário embutido enoooorme com roupas, livros, eletro-domésticos, roupa de cama, toalhas... enfim, o maior guarda-volume da casa. detalhe: eu vou me desfazer deste armário (como os do banheiro) e eu só quero saber onde vou alojar os objetos despejados. desta vez eu vou ter mesmo que simplificar minha vida e ver o que vale a pena (de fato) ser guardado.

aproveitando o espírito da reforma e com o espírito de férias, eu tenho pensado nas coisas que eu guardo aqui na minha cabeça. que sentimentos eu tenho, com quem e de que forma eu os distribuo. confesso que tive uns baques recentes, golpes fortes de quem eu menos esperava. mas sentimento bom é artigo de luxo eu não vou jogar fora, nem deixar de sentir pelo fato de eu ter oferecido pérolas para porcos. é como as roupas e os livros que estão no meu armário que vai ser desmontado: vou dar a césar o que é de césar e guardar os que realmente importam para mim.

lembrei de uma música de marisa monte e nando reis que fala sobre esta ideia de guardar entulhos e fico feliz em saber que eu não estou mais nessa energia.

Tudo Pela Metade

Composição: Marisa Monte E Nando Reis

Eu admiro o que não presta
Eu escravizo quem eu gosto
Eu não entendo
Eu trago o lixo para dentro.

Eu abro a porta para estranhos
Eu cumprimento
Eu quero aquilo que não tenho
Eu tenho tanto a fazer
Eu faço tudo pela metade
Eu não não percebo
Eu falo muito palavrão
Eu falo muito mal
Eu falo muito mesmo sem saber o que estou falando
Eu falo muito bem, eu minto.

4 comentários:

Belos e Malvados disse...

Bota o lixo prá fora, Lélia. E vamos em frente que a vida vale a pena. Um beijo.

Lélia Maria disse...

Para Anne: Estou firme neste propósito, companheira! E viver vale muito.

Lília disse...

Reforma é isso. Eu tb fiz a minha aos poucos, mas não tirei muita coisa, pois há mil anos que não guardo nem uma agulha sem utilidade. Preciso mesmo é de móveis novos pra guarrdar o estritamente necessário que eu venho juntando. Meu conselho? Guarda em saco de lixo e em caixas(foi o que eu fiz e ainda estou fazendo). Boa sorte. At hearth.

Lélia Maria disse...

Para Lília: É isso que eu tou fazendo, guardando em sacos pretos, aqueles bem resistentes. Mas tu sabe que aqui não tem só coisas minhas, tem resíduos das antigas moradoras. Devolvendo TUDO. Te amo demais.