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29.8.09

em tempestade, aguardando as flores

A TEMPESTADE

“Para que os cajueiros possam florir caiu esta chuva

que apagou as estrelas e encharcou os caminhos.

Água e vento derrubaram as cancelas antigas,

quebraram telhas, vergaram árvores, suprimiram cercas,

desalojaram abelhas e marimbondos, enxotaram os pássaros predatórios,

e o galinheiro é um cemitério de pintos amarelos.

Este é o regimento do mundo: relâmpagos e raios

antes da flor e do fruto.”


(Ledo Ivo)

2 comentários:

Belos e Malvados disse...

Lindo, lindo poema. E verdadeiro né? Prepare-se para a bonança querida. Bjos.

Lélia Maria disse...

Para Anne: Superverdadeiro. É, eu creio que a bonança chegará. Obrigada, amormeu.