A TEMPESTADE
“Para que os cajueiros possam florir caiu esta chuva
que apagou as estrelas e encharcou os caminhos.
Água e vento derrubaram as cancelas antigas,
quebraram telhas, vergaram árvores, suprimiram cercas,
desalojaram abelhas e marimbondos, enxotaram os pássaros predatórios,
e o galinheiro é um cemitério de pintos amarelos.
Este é o regimento do mundo: relâmpagos e raios
antes da flor e do fruto.”
(Ledo Ivo)
2 comentários:
Lindo, lindo poema. E verdadeiro né? Prepare-se para a bonança querida. Bjos.
Para Anne: Superverdadeiro. É, eu creio que a bonança chegará. Obrigada, amormeu.
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