
Eu só me dou conta da voracidade do tempo quando vejo algo semelhante a esta foto. Há 17 anos, quando o Nirvana lançou o álbum “Nervemind”, eu tinha 16. E desde então uma porrada de coisas mudou em minha vida. Eu comecei e não terminei um curso técnico. Eu morei um ano em Salvador. Eu entrei e saí da Uefs. Eu passei 09 anos em uma empresa. Eu me tornei uma servidora pública. Eu amadureci e fiz papel de idiota por milhares de vezes. Eu me apaixonei e me desapaixonei outras tantas vezes. E tive uma filha. A impressão que eu tenho, é que o bebê de 17 anos atrás só cresceu com a única função de me lembrar que o tempo não pára, ele corre, ele voa... e é mordaz!
4 comentários:
Cadê o comentário que fiz nesse post? Tinha até trecho de música do Chico....
Acabei de ler essa frase em outro site, lembrei na hora do seu post:
"O que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de
pedra, mas o que é tecido na vida dos outros". Péricles. Achei bacana, de certa forma. Beijos.
O tempo é foda!
Beijos
Lucila
Na verdade, esse post me lembrou duas músicas que adoro: Tempo e artista de Chico:"...Modelando o artista ao seu feitio
O tempo, com seu lápis impreciso
Põe-lhe rugas ao redor da boca
Como contrapesos de um sorriso...
O velho cantor subindo ao palco
Apenas abre a voz, e o tempo canta".// E Mais simples, do José Miguel Wisnik: "a vida quer achar sua expressão mais simples".
Acho que é esse o pacto que a gente faz com o tempo, ele assume nossa voz, enquanto nos ensina a descomplicar as coisas. Acho que embolei tudo. Liga não. Beijos.
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