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18.3.11

se pudesse

hoje eu dançaria na chuva.

17.3.11

ressaca profissional

depois de 02 anos, 06 meses e 15 dias finalmente saí do desvio de função. mudei também de setor. uma calmaria. só não me sinto no céu pq o calor é quase infernal, mas isso não vem ao caso. como ainda não fui para o laboratório dos jornais estou aproveitando o tempo para estudar mais e mais sobre os assuntos que farão parte da minha nova rotina de trabalho. sempre gostei muito do manual de redação da folha de são paulo e resolvi começar por ele. de repente li sobre as características que um jornalista não deve ter. o que me entristeceu foi que no meu antigo trabalho, na fase final, era exatamente este o meu perfil. olha que tristeza:

"anotações feitas em pedaços de papel que poderão se perder, mesas desarranjadas, desinteresse em ouvir pessoas, má vontade com relação a obrigações elementares da profissão, como atender o telefone e checar as mensagens eletrônicas, incapacidade de dispor de tempo para se atualizar por meio de livros, filmes cursos e palestras..." (Manual de Redação - Folha de São Paulo, p. 19)

16.3.11

"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás."
(Che Guevara)

14.3.11

o poeta e o povo

Hoje é dia de Castro Alves. Nunca fui muito com a cara das poesias dele. Mas esta eu amo, foi uma das primeiras que decorei e declamei.


"Bendito,bendito é aquele que semeia livros,

livros a mão cheia e manda o povo pensar;

o livro caindo na alma,

é germe que faz a palma,

é chuva que faz o mar."

(Castro Alves)


O dia da poesia é comemorado no dia do anivesrário de Castro Alves. Embora ele me lembre muito mais carnaval do que poesia. Fazer o que se Sérgio Ricardo me convenceu?


"A praça é do povo
Como o céu é do condor
Já dizia o poeta
Dos escravos lutador"


(Sérgio Ricardo e Glauber Rocha)

Poesia

Hoje é dia da poesia. Hoje não gosto mais tanto de poesia como gostava antes. Hoje ainda amo esta poesia.

Parabéns para quem se toca com poesia. Parabéns para quem toca com poesia.


Fanatismo - Florbela Espanca

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."