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2.6.09

E apenas a lembrança já valia a saudade.

Ele tinha olhos de água-viva. Olhos que dançavam pelos olhares alheios. Uma contradição ao seu corpo duro. Corpo que impunha respeito só em passar, mesmo que as pessoas só o vissem de soslaio.

Não era o gingado.

Não se tratava de um corpo dito perfeito.

A imponência vinha da postura, não era qualquer coisa que se apalpasse, era qualquer coisa que invadia, se instalava, como um acordo tácito. Tamanha era a majestade deste corpo que, mesmo com a dureza gritante, atraía outros corpos; estes corpos sabiam que não seriam mais os mesmos e morreriam de saudade do contato áspero e indiferente. Ninguém entendia o motivo desta contradição.

Até ver os próprios olhos dançando junto com os olhos de água-viva.

Só até este momento.

E apenas a lembrança já valia a saudade.

1.6.09

Hoje é dia de festa!

Lucila, se tem uma coisa que eu aprendi que é necessário - e estou tentando botar em prática - é o ensinamento de Jesus "amar ao próximo como a ti mesmo". Minha Lulis, eu te amo como amo a mim mesma, e olha que eu me amo MUITO! Anne, parabéns pra você também e obrigada!

Para Lulis, nada?
TUDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO! (Inclusive o mundo!)

30.5.09

Hein?

Separadas ou 'ajuntadas' na maternidade?

28.5.09

Toquinho

Conheci esta música há mais de 10 anos e toda vez que meu coração está em festa eu lembro dela. De tão linda e com uma constatação tão triste chega a ser comovente! Mas vamos à esta escravidão, pq ela há de valer a pena...



Momento confissão: quis aprender a tocar violão pra tocar igual a ele... tsc, tsc!

24.5.09

Presente do presente que se faz tão presente

Pq na vida é necessário ter muita beleza e leveza. Amo muito tudo isto!

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

in "Para não esquecer" - 5ª ed. - Siciliano - São Paulo, 1992