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10.11.08

Movimentando o balanço...

Enforcar-se é levar muito a sério o nó na garganta - Mário Quintana (só podia ser...)

Amigos, eu voltei, só não sei por quanto tempo...

9.10.08

Sugira um título para o meu quase plágio

Durante muito tempo eu usei uma poesia de Vinícius para me descrever (veja mais abaixo), mas no atual contexto da minha vida ela não tem mais sentido. Continuo achando a poesia linda, mas só se torna válida se for suprimida a última frase. O que inviabiliza a contradição de idéias que leva a outras idéias como sugere a Dialética. Neste caso o título também deveria ser mudado. Sugestões?

Leia:

Dialética
(V. M.)
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

(agora é assim: Mas acontece que eu sou (IRREMEDIAVELMENTE) feliz!

O que vc pensa sobre isto?


"(...) Miséria é miséria em qualquer canto. Riquezas são diferentes (...)"
(miséria - titãs)

Marx e Sofia, uma história de amizade...

Eu nem me lembro como estava o clima naquela noite, informação que se torna irrelevante, uma vez que naquele momento iria nascer uma bela e duradoura amizade. Lembro que Marx entrou numa das salas de bate papo do UOL e perguntou se ali tinha alguém da UEFS, e Sofia, já entediada – mas muito empolgada com a novidade de ter Internet em casa – respondeu que sim. Na sala real apenas a companhia de uma xícara de café e um filme cavernoso com o ator principal da série Profissão: Perigo.

Éramos eu e Elsimar Pondé. Falamos sobre diversas coisas e reconhecemos muitos pontos em comum, inclusive o gosto pelo Jornalismo, mesmo time de futebol entre outros tantos... As teclas daquele jurássico computador funcionaram por uma madrugada inteira, o papo virtual deu um pulo para um telefonema naquela mesma madrugada, me lembro que desligamos quando o dia já prometia nascer. Tenho claro na lembrança como eu fiquei encantada com a voz macia daquele que se identificava como um dos fundadores da Sociologia. Marcamos um encontro na biblioteca da Uefs dias depois daquela madrugada do dia 28/11/98, ele disse que estaria com a camisa do São Paulo e eu disse que estaria com as unhas pintadas de azul (até parece!).

E foi um feliz encontro. Sabe quando você reconhece um terreno fértil para depositar suas melhores sementes? Pois é... Foi assim naquele dia. Tornamos-nos confidentes, e as ligações varavam as nossas madrugadas, e a cada contato revelávamos detalhes que seriam indispensáveis para solidificar nossa amizade. Ele já estava terminando o curso de História, eu estava apenas começando o curso de Letras e nossas vidas nunca mais deixaram de se encontrar, independente da nossa vontade. Parece que estávamos mesmo um no destino do outro.

E se passaram os anos, a avalanche do cotidiano foi soterrando o nosso contato freqüente, mas sabe que eu nem me machuco com isto? Este é o tipo de amor que resiste ao estio, que não depende de duradouras visitas ou repetidos contatos para se saber vivo e intenso. E já se passaram quase 10 anos... Mas está intacto como da primeira vez. Forte como a minha voz, macio como a voz dele. A gente se ama, a gente sabe disto e ponto.