mas desta vez sobre o amor próprio. eu estou vivendo uma experiência que não me lembro já ter vivido. sabe quando uma pessoa se percebe completamente encantada, apaixonada, enamorada por sim mesma? é isso. estou assim comigo. estou descobrindo em mim uma pessoa para a qual eu diria SIM no altar. uma pessoa com quem eu conviveria o resto dos meus dias. lembro que quando passei no concurso da UFRB fiquei com um baita orgulho e respeito próprio. mas não se compara com a sensação de agora. não estou me admirando - como fiquei na época do concurso. estou completamente apaixonada por mim. estou com a sensação de peito cheio. com o riso estampado na cara. minha voz chega a soar doce em meus ouvidos. minha gargalhada está mais gostosa de ouvir. estou achando meu sorriso lindo. (só não gosto de minhas roupas, mas isso é outro papo). o melhor é que sei que não é passageiro, estou assim há algum tempo. não é que a vida esteja fácil e o bom humor transbordando - aqui o mar está bem revolto. é processo de construção mesmo. se a vida tivesse uma trilha sonora, a do meu momento atual seria Egotrip, da Blitz. mas isso não aconteceu de repente. isso é conquista. vou te contar como tudo começou. há algum tempo venho fazendo um exame de consciência. vi o que eu mais gostava e o que eu menos gostava em mim. potencializei o que era legal e num árduo processo de desconstrução fui descartando TUDO que era supérfluo ou nocivo. foi difícil? muito. mas o resultado é muito legal. é semelhante ao torpor da paixão. com a grande vantagem de você ser o seu objeto de desejo. mas aí você pensa "pronto, agora ela nem vai mais olhar pra o lado. vai morrer solteira, fechada em si". antecipo-me e me defendo: muito pelo contrário. agora, sim, estou me tornando a mulher que o homem que eu mereço está procurando. mas isso também é outro papo, não me fechei pra balanço, não. se quiser eu te contagio.
me liga ;-)