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4.1.10

de volta ao trabalho...

... tudo como dia 22/12 quando fechei a minha porta. agradecendo a DEUS por eu trabalhar sozinha na sala, pq o VENTILADOR nem gira mais. queria saber pq sempre preferem comprar os produtos de pior qualidade. na verdade eu sei, eu estudei Licitação para passar no concurso...

2.1.10

“Vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação”

começar um ano novo é muito simples, basta acreditar que tudo vai dar certo. e vai dar mesmo. é só parar de reclamar da vida, parar de pensar e fazer coisas que depois venham nos causar aquela ressaca moral (e também espiritual), fazer bem feito aquilo que a gente se propõe a fazer, seguir nosso coração e lutar pelo que é nosso sem crescer o olho para o que é dos outros. é como diz a sábia mamãe "o que é do homem, o bicho não come". aquela proposta de ajeitar o famoso jardim também é válida. pq se há beleza, as borboletas aparecem pra nos visitar. eu sei que nem tudo são flores, mas basta lembrar um dos muitos ensinamentos de Jesus Cristo:

"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."
(joão 16:33)

confesso que a alegria de chegar em 2010 com TANTAS vitórias conquistadas no ano que terminou faz meu coração transbordar. tenho claro em minha mente que este ano que inicia vai ser melhor ainda. é aquela simples constatação de estar seguindo o caminho certo, às vezes a passos largos, às vezes a passos lentos. mas caminhando... para 2011. para o que Deus projetou pra mim. recebo de coração, de peito aberto, de bom grado.

30.12.09

veredicto

(helena futucando meu braço insistentemente)
- pára, heleeeena!
(continua)
- tu é pirracenta viu, menina? tu puxou a quem?
- a tu...
- !

29.12.09

a vida É bela

- Espelho, espelho meu... Existe?
- Não, Léa... Não existe!
(kkkkkkkkkkkkkkkk)

encerrando...

... um excelente ano, uma linda poesia, de um maravilhoso poeta:

Passagem de ano - Carlos Drummond de Andrade

O último dia do ano
Não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
E novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção,glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.

O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus…

Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.

O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida, o recurso de Kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.

Surge a manhã de um novo ano.

As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
a vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.