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9.5.09

macetinho

(Cachoeira, 17h00 de 07/05/09)
Quando o chão estiver muito sem graça, olhe para o céu...

Não sai da minha cabeça

"Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
(...)
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei se eu mereço."

(Não sei dançar - Alvin L.)



7.5.09

De repente 30!

Se alguém me perguntar quem é Gleisse ou o que ela significa pra mim vai ter uma resposta imediata. Gueu é a amiga que me ajudou no PIOR momento da universidade, ela também me ensinou a acreditar que eu posso um monte de coisas, me amou com meus quilos de defeitos, continuou me amando mesmo com a distância e hoje ela aquece meu coração como poucas pessoas sabem fazer. Gueu, eu te amo (e vc sabe que isto não é um clichê) e desejo a vc toda a felicidade que sua alma conseguir suportar.


Tenha uma vida doce e colorida, baby. E desculpa a falta de criatividade, vc merece muito mais...

6.5.09

Lula lá!

Soube hoje que o "chefe" vai conhecer nosso local de trabalho, aí eu fiquei pensando: se esta visita fosse há pouco menos de 08 anos eu iria me esfolar pra tirar um foto com ele pra mandar pra Eduardo, Lília e Fafate. Eles ficariam orgulhosos de mim como eu fiquei quando Amaury descreveu o encontro dele com o ex-barbamalfeita. Mas nos dias atuais é melhor conservar distância, pq se eu chegar muito perto, talvez Eduardo e Lília nem queiram mais conta comigo. Órfãos de pai vivo são muito ressentidos...

5.5.09

Marcus, parabéns pra vc!

Poema em linha reta

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

[538]
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.